A actual situação no Médio Oriente não pode confundir-se com mais uma crise, mesmo se a compararmos com as mais graves crises dos últimos tempos.
É urgente tomar consciência de que são os valores que dão sentido à própria ideia de humanidade. Esses valores, consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos princípios fundadores da Organização das Nações Unidas, estão neste momento a ser brutalmente postos em causa.
Pela primeira vez as civilizações são confrontadas com um processo de globalização que deve ser assente nos grandes valores do humanismo universalista.
A esta luz a situação na Palestina representa a encruzilhada que poderá conduzir a humanidade no sentido da cooperação, do direito internacional e da paz, ou causar uma catástrofe de imprevisíveis consequências.
É altura de exigir que a ONU assuma inteira e exclusivamente o controlo
da situação, como única entidade responsável,
a fim de repôr a legalidade nas relações internacionais
e interromper a incontrolável escalada da violência.
Lisboa, 2 de Abril de 2002
Um grupo de cidadãos preocupados.
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